Lugares.
Maneiras de Viver.
Mudar.
Rever o Caminho.
Entender o momento.
Mas não abrir mão
de mim.
ALLAGI do grego (ΑΛΛΑΓΗ) , significa mudança.
Um espaço para compartilhar ideias, pensamentos, reflexões e exercitar a expressão da arte curativa através da escrita. Escrever me trás vida! odos os textos aqui publicados são autoria de Elisangela Antonio da Silva Luizaga. Direitos autorais são protegidos pela Lei 9.610, de 19 de Fevereiro de 1968.
Lugares.
Maneiras de Viver.
Mudar.
Rever o Caminho.
Entender o momento.
Mas não abrir mão
de mim.
ALLAGI do grego (ΑΛΛΑΓΗ) , significa mudança.
Um pequeno Hobbit havia se perdido na floresta. Cansado e com fome, foi pedir ajuda aos pequenos animais que se encontravam por ali. Nenhum deles pode lhe ajudar, todos, assim como ele, estavam perdidos, com fome e alguns deles em grandes apuros.
Encontrou uma árvore, e ali ficou quietinho, chorando.
Foi quando uma sábia ave, que lhe viu por ali, o desafiou a subir até o galho onde ela estava.
O Hobbit olhou para seus desajeitados pés e mãos e disse para si mesmo:
- Essa ave está louca! Achar que eu posso subir até lá sem saber voar, e ademais, em que vai resolver meu problema eu subir até lá?
Voltou para debaixo da árvores e ali continuou, quietinho, chorando.
Depois de umas horas, um agitado coelho por ali passou e sabendo da proposta que a ave lhe havia feito, lhe desafiou:
- Porque não tentas, Hobbit? Perdido já estás! Não tens nada a perder!
Vendo que se nada fizesse, morreria debaixo daquela árvore, chegou a conclusão que tentaria, melhor morrer tentando que ali chorando.
A subida foi muito difícil, desafiadora, levou muito tempo, quase desistiu, e depois de várias tentativas, cortes e dores; lá chegou, e pode vislumbrar a floresta toda e a poucos metros a saída para seu povoado.
Não sabia ainda como chegaria lá, mas já havia encontrado a saída e sabia para onde teria que ir.
E se voltasse a se perder, seria só subir na primeira árvore que encontrasse e já conseguiria recalcular sua rota.
Toda vez que ela se olhava no espelho, a única coisa que via eram suas feições.
Cansadas!
E mesmo que sorrisse, não conseguia ver outra coisa a não ser: rugas!
Algumas eram de estimação, sabia o momento exato e o porque que se formou.
Outras... não estavam ali ontem! Como assim mais uma?O tempo!
Definitivamente era implacável.
E, naquela mesma semana o médico lhe havia dito que estava velha, mas que ainda era jovem.
Hein?
Passou dias tentanto entender aquele paradoxo, e chegou a conclusão nenhuma.Uma jovem senhora?Estava velha ou não afinal?Ah, era isso, a ruga nova, com certeza!Fato era que já sentia o peso dos excessos do passado, eram reais, visíveis e auto explicativos.E la dentro do seu mais íntimo recôndido, ainda era uma criança... com medo e assustada.
Introspectar
Observar mais
Escutar mais
Falar menos
Comer menos
Beber menos
Orar mais
Celebrar mais
A vida que nos foi dada
A graça, de graça!
A tão temida morte foi vencida.
Esse texto foi escrito em castelhano, no ano de 2010, quando ainda residia ainda na Galícia - Espanha.
Quando todos meus argumentos possíveis são rotunda e claramente refutados, ainda assim eu continuo gritando minhas razões a peito aberto... crendo, claramente, que tenho a razão. É só então que percebo que me tornei incoerente, e reconheço que esta mesma incoerencia faz parte da minha afincada idiossincrasia*.
Não posso, e em muitas outras vezes, não quero mudar.
Não faço questão de esconder pensamentos inoportunos e insólitos, não posso evitar compartilha-los porque sim, eu pensei exatamente assim então faz parte de mim, e se alguém anda comigo, precisa conhecer-me, não é?
É que vejo por aí muitos de nós sendo especialistas em evitar conhecer a nós mesmos, será culpa dessa falsa aparencia de normalidade que escondemos uns inadaptados: Eu não gostava muito de dar beijos para comprimentar, as mostras afetos exageradas também não são comigo, aqueles gritos estridentes de alegría ou ficar falando obrigada repetidamente. Mas, acabei por aceitar que até eu mesma sou assim, mas não gosto ué!Também não gosto muito de socializar para ficar falando banalidades ou da vida dos outros. No geral, não gosto de formalidades, nem de pompas e poses, nem das aparencias... e não gosto de ter que tirar "minha roupa de casa" ou pijama, só porque vou receber alguém.Ah, os humanos!Coisa estranha esta espécie. O único ser que utiliza da razão para existir e que ao mesmo tempo é capaz de atos tão irracionais.Como a célebre frase de Albert Einsten: "Estranha criatura o homem; não pede para nascer, não sabe viver e não quer morrer".Um brinde a estupidez humana. Um brinde a minha propia estupidez. Se ao longo da minha evolução como ser humano (ou involução?) não pude acompanhar-me, só me resta seguir tentanto chegar a algum lugar onde possa relaxar e ter todos meus sonhos realizados. Quanto hedonismo!Sentar e afrontar as frustrações parece muito doloroso, mas, em quase todos os casos, é a solução para uma lista interminavel de problemas. Por essas e outras que as vezes fujo em meus sonhos até uma tribo africana (nada de canibais hein?) e acabo não encontrando o caminho de volta. Quero seguir por lá, aprendendo algo de humildade e valores.
As vezes não há o que responder. Em outros momentos, até daria, mas a resposta poderia matar. Em algumas ocasiões vale a pena só observar co...