07 abril 2022

AH... OS HUMANOS!

Esse texto foi escrito em castelhano, no ano de 2010, quando ainda residia ainda na Galícia - Espanha. 

Quando todos meus argumentos possíveis são rotunda e claramente refutados, ainda assim eu continuo gritando minhas razões a peito aberto... crendo, claramente, que tenho a razão. É só então que percebo que me tornei incoerente, e reconheço que esta mesma incoerencia faz parte da minha afincada idiossincrasia*.
Não posso, e em muitas outras vezes, não quero mudar. 
Não faço questão de esconder pensamentos inoportunos e insólitos, não posso evitar compartilha-los porque sim, eu pensei exatamente assim então faz parte de mim, e se alguém anda comigo, precisa conhecer-me, não é? 
É que vejo por aí muitos de nós sendo especialistas em evitar conhecer a nós mesmos, será culpa dessa falsa aparencia de normalidade que escondemos uns inadaptados: Eu não gostava muito de dar beijos para comprimentar, as mostras  afetos exageradas também não são comigo, aqueles gritos estridentes de alegría ou ficar falando obrigada repetidamente. Mas, acabei por aceitar que até eu mesma sou assim, mas não gosto ué!  
 Também não gosto muito de socializar para ficar falando banalidades ou da vida dos outros. No geral, não gosto de formalidades, nem de pompas e poses, nem das aparencias... e não gosto de ter que tirar  "minha roupa de casa" ou pijama, só porque vou receber alguém. 
Ah, os humanos! 
Coisa estranha esta espécie. O único ser que utiliza da razão para existir e que ao mesmo tempo é capaz de atos tão irracionais.
Como a célebre frase de Albert Einsten: "Estranha criatura o homem; não pede para nascer, não sabe viver e não quer morrer".
 Um brinde a estupidez humana. Um brinde a minha propia estupidez. Se ao longo da minha evolução como ser humano (ou involução?) não pude acompanhar-me, só me resta seguir tentanto chegar a algum lugar onde possa relaxar e ter todos meus sonhos realizados. Quanto hedonismo!
Sentar e afrontar as frustrações parece muito doloroso, mas,  em quase todos os casos, é a  solução  para uma lista interminavel de problemas. Por essas e outras que as vezes fujo em meus sonhos até uma tribo africana (nada de canibais hein?)  e acabo não encontrando o caminho de volta. Quero seguir por lá, aprendendo algo de humildade e valores. 


* Idiossincracia: 1. predisposição particular do organismo que faz que um indivíduo reaja de maneira pessoal à influência de agentes exteriores (alimentos, medicamentos etc. 2. característica comportamental peculiar a um grupo ou a uma pessoa.






¡Ah... los humanos!

Cuando todos los argumentos posibles son rotunda y claramente refutados, aún así suelo seguir gritando mis razones a pecho abierto... creyendo, claro, que tengo la razón. Solo entonces que, con suerte,me doy cuenta del incoherente que me torné. Reconozco que esta misma incoherencia hace parte afincada de mi idiosincrasia, No puedo, y muchas otras veces, no quiero cambiar. No hago cuestión de ocultar pensamientos inoportunos e insólitos, no puedo evitar compartirlos porque si lo pensé, es porque hace parte de mi, y si conmigo estas debes conocerme, no? Ya que veo que muchos somos especialistas en evitar conocernos a nosotros mismos, ¿será por culpa de esa falsa apariencia de normalidad ocultamos uns inadaptados? A mi no me gustaba el par de besos para saludarse, las muestras de afecto exageradas, los gritos estridentes de alegría ni dar las gracias repetidamente. Al final terminé por aceptar que hasta yo misma soy así, pero sigue sin gustarme. No me gusta socializarse para hablar de banalidades o de los demás. En general no me gusta las formalidades, ni el postureo, ni las apariencias... no me gusta sacar el pijama solo porque va a venirse alguien y muchas otras cosas que no me hacen una humanóide normal. ¡Ah, los humanos! Cosa extraña esta especie. El "único" ser que utiliza de la razón para sobrevivir y que a la vez es capaz de actos tan irracionales. Como la célebre frase de Albert Einsten: "Estranha criatura o homem; não pede para nascer, não sabe viver e não quer morrer". Un brindis a la estupidez humana. Un brindis por mi propia estupidez. Si a lo largo de mi evolución (¿O involución?)no he podido acompañarme solo me resta seguir intentando llegar a algún lugar dónde relajarme y tener todos mis sueños realizados. Sentar y afrontar las frustraciones parece muy doloroso, pero en casi todos los casos es la solución para una lista interminable de problemas. Por esas y otras que a veces huyo en sueños dónde perderse en una tribu africana (nada de caníbales eh?) y no encontrar el camino de vuelta Aprendiendo algo de humildad y valores.

Todos os textos aqui publicados são autoria de Eli Antonio Luizaga.
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