19 agosto 2025

O SILÊNCIO FALA

As vezes não há o que responder.
Em outros momentos, até daria, mas a resposta poderia matar.
Em algumas ocasiões vale a pena só observar com "cara de paisagem".
E dependendo de com quem interagimos, se respondemos não seremos ouvidos.

Falar cansa!
Falar desgasta!
E se o silêncio me preserva e comunica, então quero aprender a me calar.

Ainda assim acreditamos ter tanto que falar, que pouco ouvimos;  mas o cerne da sabedoria vem com a observação sem intervenção.
O silêncio pode expressar sentimentos.
 Não precisamos somente das palavras faladas, ainda que extremamente necessárias e belas.
Podemos usar do silêncio para abrir mão de se defender mostrando que nada temos a dever.
Posso abrir mão de meu direito de fala, em prol de escutar o que pode falar o outro em meu lugar. Talvez um exercicio como este me faça conhecer melhor as pessoas que me rodeiam.
Em um contexto de sobrecarga de informação o silêncio se torna um bálsamo para a reflexão.
Enquanto me calo eu observo, com atenção e visão.
E em minha mente se forma um lindo cenário.
PAZ!



                                                                              Todos os os textos aqui publicados são autoria de Eli Antonio Luizaga. 
                                                                         Direitos autorais são protegidos pela Lei 9.610, de 19 de Fevereiro de 1968. 


ESCREVER PARA NÃO TRANSBORDAR

- Preciso voltar a escrever! - 
Esse tem sido o diálogo interno todos os dias.
Eu, e eu mesma!
São tantos recortes de vida diários e é um autêntico  desperdício não registrar-los.
Preciso!
Os motivos são vários, e não vou enumerá-los porque, neste momento, creio que não são relevantes.
Mas preciso voltar a escrever!
E é isso que farei. Criar novos hábitos são fundamentais para ter melhor qualidade de vida, e esta que vos fala entende isso muito bem; portanto... Hoje volto a escrever!
Histórias, Crônicas, Poemas? (esse último talvez), mas no geral, apenas exteriorizar pensamentos; descarregar um pouco uma mente com excesso de carga.
Compartilhar ideias, sonhos, opiniões e mergulhar na expressão escrita como uma forma de resistência.
-Volto a escrever aqui! - 
Até breve!



                                                                           Todos os textos aqui publicados são autoria de Eli Antonio Luizaga. 
                                                                         Direitos autorais são protegidos pela Lei 9.610, de 19 de Fevereiro de 1968. 

21 agosto 2023

ANDAR NOS SAPATOS DOS OUTROS


Empatia!

Negócio exquisito esse.

Atualmente se fala tanto disso.

Alguém pode me dizer o que significa?

Vão me dizer então que empatia é a capacidade de se identificar com outra pessoa, de sentir o que ela sente e aprender como ela aprende. O que? Como assim? 

Estão me dizendo  que tenho que andar com os sapatos da outra pessoa porque assim posso conservar bons relacionamentos, algo fundamental para o bem estar mental.

Mas para que quero esses relacionamentos aí que estão falando?

Como eu, sendo quem sou, poderia sentir o que outra pessoa sente?

Estou muito bem comigo. Estou pleno de mim, e imagino que para fazer algo assim teria que esvaziar um pouco de mim, e neste caso estaria incompleto. E eu me valorizo por inteiro. Estou muito bem assim, obrigado.

Sou muito bom em tudo que faço, tenho uma capacidade intelectual acima da média, e modéstia a parte, tenho uma beleza singular. Todos me falam isso desde que nasci. Sou infinitamente melhor que qualquer pessoa que conheço, e não tenho paciência para conhecer outras pessoas e me relacionar, a menos que seja do meu jeito.

Deve haver alguém como eu por aí, melhor, duvido. De todas formas, desconheço ambos casos.

Tudo que faço sempre é muito bom e perfeito, mas esses medíocres que vivem ao meu redor nunca saberão reconhecer.

Como vou andar nos sapatos destes imprestáveis?

A maioria deles não quer melhorar e chegar ao meu nível, e realmente não é para qualquer um. É muito pedir que me deixem em paz?

Essa sociedade anda bem maluca mesmo, criam conceitos e palavras para justificar o fracasso dos fracos e ainda pede para que eu e meus pares nos rebaixemos ao nível deles. Tô fora!

Mas antes de seguirmos essa conversa quero me apresentar:

-Prazer, ou não, me chamo Narciso!


 Todos os textos aqui publicados são autoria de Eli Antonio Luizaga. 
Direitos autorais são protegidos pela Lei 9.610, de 19 de Fevereiro de 1968.

 

É VIDA QUE CHAMA?




Que a cada dia possamos estar cada vez mais perto do que realmente interessa: 

Mais pertinho da familia, dos amigos, do trabalho, do parque, das conquistas, da saúde... mas principalmente mais perto de DEUS!

Isso pra mim é qualidade de vida, e para você?





Todos os textos aqui publicados são autoria de Eli Antonio Luizaga.
Direitos autorais são protegidos pela Lei 9.610, de 19 de Fevereiro de 1968.

DONAS DA VERDADE

 



Ele chegou bem empolgado tentou falar mas ninguém queria escutar.

Na verdade, todas tinham muito que contar e explicar.

Niguém ouvia.

Ninguém se ouvia.

Para qualquer evento todas tinham uma explicação plausível, para tudo havia um ponto de vista a ser exposto.

Todas tinham sua opinião formada e queriam compartilhar, se fazer entender.

E tudo virava uma discussão infinita, sobre um assunto qualquer.

Havia inclusive aquelas que estavam munidas da razão e da verdade em suas própias mãos.

De um lado todas estavam certas, e de outro todas estavam erradas.

Não havia ninguém para conversar.

Não havia ninguém que queria refletir.

Só ele!

Mas seus ouvidos doíam.

O grito delas o ensurdecia e irritava.

Tantos pareceres que pareciam a mesma coisa.

Tantas opiniões baseadas em nada.

Pareciam papagaios cantando ao mesmo tempo. Uma autêntica cacofônia!

Será que alguém sabe mesmo sobre o que está falando?

Ganha quem gritar mais?

Se chegará a algum lugar com tanto barulho?

Percebeu que não tinha tanta coisa assim pra falar como achava.

Podia rever seu discurso e falar menos; quando falasse!

E não precisava ser alí, haveria um espaço e um momento certo para o que tinha que compartilhar.

As palavras, as suas palavras, eram valiosas como pérolas para serem jogadas de qualquer maneira.

Enquanto elas gritavam e davam suas “preciosas” opiniões, ele organizava pensamentos.

Já não estava tão irritado, visualizou outros cenários dos quais poderia estar.

Ficou feliz!

Entendia mais das coisas do que um dia imaginou!

Aliviado e com um belo sorriso saiu dalí e seguiu seu caminho.

Pelo caminho se perguntou como aprenderiam alguma coisa se não podiam escutar.

Ele guardou suas palavras, decidiu aprender a escrever.

Em um mundo de arapongas os periquitos que lutem!

 

Todos os textos aqui publicados são autoria de Eli Antonio Luizaga.
Direitos autorais são protegidos pela Lei 9.610, de 19 de Fevereiro de 1968.


01 agosto 2023

ERA UMA VEZ

 


Era uma vez um gato.

Um gato que não queria ser gato,

um gato que sonhava em ser cachorro.

Dizia para si mesmo:

- Um cachorro sim tem uma boa vida! Um cachorro sim é bem cuidado, come melhor que eu e tem uma vida digna.

Então veio a fada das histórias e transformou o gato em cachorro.

Foi feliz por uns momentos, mas depois...


Era uma vez um cachorro.

Um cachorro que não queria mais ser cachorro,

um cachorro que sonhava em ser humano.

Dizia para si mesmo:

- Um humano sim tem uma boa vida! Um humano sim é bem cuidado, come melhor que eu e tem uma vida digna.

Então veio a fada das histórias e transformou o cachorro em humano.

Foi feliz por uns momentos, mas depois...


Todos os textos aqui publicados são autoria de Eli Antonio Luizaga.
Direitos autorais são protegidos pela Lei 9.610, de 19 de Fevereiro de 1968.

UM DIA FRIO



Existem dias mais lentos, dias em que o ar se move devagar, quase parando. Executar coisas requer um aporte maior de energia. E mesmo que todo esforço é recompensado, nestes dias, não há esforço suficiente para que possa colocar em marcha seja lá o que for. 

Em dias assim a cama fica mais quentinha e macia, Djavan e seu dia gris toca em todas as playlist. São dias perfeitos para ler e para escrever, mas isso supõe "parar a vida", como se escutar uma boa música, ler um bom livro e escrever uma boa história não fizesse parte da vida. 

Mas enfim, levanta a cabeça criatura, ou melhor, levanta esse corpinho, que a casa não se limpa sozinha, os compromissos do dia, as consultas, o mercado, tuuuudo isso precisa de você. E você também precisa de você, e do livro e do caderno e de Djavan... Mas isso... quem sabe à noite!


Todos os textos aqui publicados são autoria de Eli Antonio Luizaga.
Direitos autorais são protegidos pela Lei 9.610, de 19 de Fevereiro de 1968.

O SILÊNCIO FALA

As vezes não há o que responder. Em outros momentos, até daria, mas a resposta poderia matar. Em algumas ocasiões vale a pena só observar co...