Toda vez que ela se olhava no espelho, a única coisa que via eram suas feições.
Cansadas!
E mesmo que sorrisse, não conseguia ver outra coisa a não ser: rugas!
Algumas eram de estimação, sabia o momento exato e o porque que se formou.
Outras... não estavam ali ontem! Como assim mais uma?O tempo!
Definitivamente era implacável.
E, naquela mesma semana o médico lhe havia dito que estava velha, mas que ainda era jovem.
Hein?
Passou dias tentanto entender aquele paradoxo, e chegou a conclusão nenhuma.Uma jovem senhora?Estava velha ou não afinal?Ah, era isso, a ruga nova, com certeza!Fato era que já sentia o peso dos excessos do passado, eram reais, visíveis e auto explicativos.E la dentro do seu mais íntimo recôndido, ainda era uma criança... com medo e assustada.
Todos os textos aqui publicados são autoria de Eli Antonio Luizaga.
Direitos autorais são protegidos pela Lei 9.610, de 19 de Fevereiro de 1968.

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