08 junho 2022

TUDO DEPENDE DO PONTO DE VISTA NÉ?

     



    Um pequeno Hobbit havia se perdido na floresta. Cansado e com fome, foi pedir ajuda aos pequenos animais que se encontravam por ali. Nenhum deles pode lhe ajudar, todos, assim como ele, estavam perdidos, com fome e alguns deles em grandes apuros.

     Encontrou uma árvore, e ali ficou quietinho, chorando.

    Foi quando uma sábia ave, que lhe viu por ali, o desafiou a subir até o galho onde ela estava.

    O Hobbit olhou para seus desajeitados pés e mãos e disse para si mesmo: 

    - Essa ave está louca! Achar que eu posso subir até lá sem saber voar, e ademais, em que vai resolver meu problema eu subir até lá?

    Voltou para debaixo da árvores e ali continuou, quietinho, chorando.

    Depois de umas horas, um agitado coelho por ali passou  e sabendo da proposta que a ave lhe havia feito, lhe desafiou:

    - Porque não tentas, Hobbit? Perdido já estás! Não tens nada a perder!

    Vendo que se nada fizesse, morreria debaixo daquela árvore, chegou a conclusão que tentaria, melhor morrer tentando que ali chorando.

    A subida foi muito difícil, desafiadora, levou muito tempo, quase desistiu, e depois de várias tentativas, cortes e dores; lá chegou, e pode vislumbrar a floresta toda e a poucos metros a saída para seu povoado.

    Não sabia ainda como chegaria lá, mas já havia encontrado a saída e sabia para onde teria que ir.

    E se voltasse a se perder, seria só subir na primeira árvore que encontrasse e já conseguiria recalcular sua rota.



Todos os textos aqui publicados são autoria de Eli Antonio Luizaga.
Direitos autorais são protegidos pela Lei 9.610, de 19 de Fevereiro de 1968.

27 abril 2022

O TEMPO

 


    Toda vez que ela se olhava no espelho, a única coisa que via eram suas feições.     
    Cansadas! 
    E mesmo que sorrisse, não conseguia ver outra coisa a não ser: rugas! 
    Algumas eram de estimação, sabia o momento exato e o porque que se formou. 
    Outras... não estavam ali ontem! Como assim mais uma?
    O tempo! 
    Definitivamente era implacável. 
   E, naquela mesma semana o médico lhe havia dito que estava velha, mas que ainda era jovem. 
     Hein?
    Passou dias tentanto entender aquele paradoxo, e chegou a conclusão nenhuma.
    Uma jovem senhora?
    Estava velha ou não afinal?
    Ah, era isso, a ruga nova, com certeza!
  Fato era que já sentia o peso dos excessos do passado, eram reais, visíveis e auto explicativos.
  E la dentro do seu mais íntimo recôndido, ainda era uma criança... com medo e assustada.


 


Todos os textos aqui publicados são autoria de Eli Antonio Luizaga.
Direitos autorais são protegidos pela Lei 9.610, de 19 de Fevereiro de 1968.


15 abril 2022

PESSACH

Introspectar

Observar mais

Escutar mais

Falar menos

Comer menos

Beber menos

Orar mais

Celebrar mais

 A vida que nos foi dada

A graça, de graça!

A tão temida morte foi vencida.  


Pessach é a "Páscoa judaica", literalmente a palavra quer dizer, passar por cima ou passar sobre. É também conhecida como "Festa da Libertação", e celebra a libertação dos hebreus da escravidão no Egito em 14 de Nissan do ano de 1446 a.C.


Todos os textos aqui publicados são autoria de Eli Antonio Luizaga.
Direitos autorais são protegidos pela Lei 9.610, de 19 de Fevereiro de 1968.



07 abril 2022

AH... OS HUMANOS!

Esse texto foi escrito em castelhano, no ano de 2010, quando ainda residia ainda na Galícia - Espanha. 

Quando todos meus argumentos possíveis são rotunda e claramente refutados, ainda assim eu continuo gritando minhas razões a peito aberto... crendo, claramente, que tenho a razão. É só então que percebo que me tornei incoerente, e reconheço que esta mesma incoerencia faz parte da minha afincada idiossincrasia*.
Não posso, e em muitas outras vezes, não quero mudar. 
Não faço questão de esconder pensamentos inoportunos e insólitos, não posso evitar compartilha-los porque sim, eu pensei exatamente assim então faz parte de mim, e se alguém anda comigo, precisa conhecer-me, não é? 
É que vejo por aí muitos de nós sendo especialistas em evitar conhecer a nós mesmos, será culpa dessa falsa aparencia de normalidade que escondemos uns inadaptados: Eu não gostava muito de dar beijos para comprimentar, as mostras  afetos exageradas também não são comigo, aqueles gritos estridentes de alegría ou ficar falando obrigada repetidamente. Mas, acabei por aceitar que até eu mesma sou assim, mas não gosto ué!  
 Também não gosto muito de socializar para ficar falando banalidades ou da vida dos outros. No geral, não gosto de formalidades, nem de pompas e poses, nem das aparencias... e não gosto de ter que tirar  "minha roupa de casa" ou pijama, só porque vou receber alguém. 
Ah, os humanos! 
Coisa estranha esta espécie. O único ser que utiliza da razão para existir e que ao mesmo tempo é capaz de atos tão irracionais.
Como a célebre frase de Albert Einsten: "Estranha criatura o homem; não pede para nascer, não sabe viver e não quer morrer".
 Um brinde a estupidez humana. Um brinde a minha propia estupidez. Se ao longo da minha evolução como ser humano (ou involução?) não pude acompanhar-me, só me resta seguir tentanto chegar a algum lugar onde possa relaxar e ter todos meus sonhos realizados. Quanto hedonismo!
Sentar e afrontar as frustrações parece muito doloroso, mas,  em quase todos os casos, é a  solução  para uma lista interminavel de problemas. Por essas e outras que as vezes fujo em meus sonhos até uma tribo africana (nada de canibais hein?)  e acabo não encontrando o caminho de volta. Quero seguir por lá, aprendendo algo de humildade e valores. 


* Idiossincracia: 1. predisposição particular do organismo que faz que um indivíduo reaja de maneira pessoal à influência de agentes exteriores (alimentos, medicamentos etc. 2. característica comportamental peculiar a um grupo ou a uma pessoa.






¡Ah... los humanos!

Cuando todos los argumentos posibles son rotunda y claramente refutados, aún así suelo seguir gritando mis razones a pecho abierto... creyendo, claro, que tengo la razón. Solo entonces que, con suerte,me doy cuenta del incoherente que me torné. Reconozco que esta misma incoherencia hace parte afincada de mi idiosincrasia, No puedo, y muchas otras veces, no quiero cambiar. No hago cuestión de ocultar pensamientos inoportunos e insólitos, no puedo evitar compartirlos porque si lo pensé, es porque hace parte de mi, y si conmigo estas debes conocerme, no? Ya que veo que muchos somos especialistas en evitar conocernos a nosotros mismos, ¿será por culpa de esa falsa apariencia de normalidad ocultamos uns inadaptados? A mi no me gustaba el par de besos para saludarse, las muestras de afecto exageradas, los gritos estridentes de alegría ni dar las gracias repetidamente. Al final terminé por aceptar que hasta yo misma soy así, pero sigue sin gustarme. No me gusta socializarse para hablar de banalidades o de los demás. En general no me gusta las formalidades, ni el postureo, ni las apariencias... no me gusta sacar el pijama solo porque va a venirse alguien y muchas otras cosas que no me hacen una humanóide normal. ¡Ah, los humanos! Cosa extraña esta especie. El "único" ser que utiliza de la razón para sobrevivir y que a la vez es capaz de actos tan irracionales. Como la célebre frase de Albert Einsten: "Estranha criatura o homem; não pede para nascer, não sabe viver e não quer morrer". Un brindis a la estupidez humana. Un brindis por mi propia estupidez. Si a lo largo de mi evolución (¿O involución?)no he podido acompañarme solo me resta seguir intentando llegar a algún lugar dónde relajarme y tener todos mis sueños realizados. Sentar y afrontar las frustraciones parece muy doloroso, pero en casi todos los casos es la solución para una lista interminable de problemas. Por esas y otras que a veces huyo en sueños dónde perderse en una tribu africana (nada de caníbales eh?) y no encontrar el camino de vuelta Aprendiendo algo de humildad y valores.

Todos os textos aqui publicados são autoria de Eli Antonio Luizaga.
Direitos autorais são protegidos pela Lei 9.610, de 19 de Fevereiro de 1968.

O SILÊNCIO FALA

As vezes não há o que responder. Em outros momentos, até daria, mas a resposta poderia matar. Em algumas ocasiões vale a pena só observar co...