21 agosto 2023

ANDAR NOS SAPATOS DOS OUTROS


Empatia!

Negócio exquisito esse.

Atualmente se fala tanto disso.

Alguém pode me dizer o que significa?

Vão me dizer então que empatia é a capacidade de se identificar com outra pessoa, de sentir o que ela sente e aprender como ela aprende. O que? Como assim? 

Estão me dizendo  que tenho que andar com os sapatos da outra pessoa porque assim posso conservar bons relacionamentos, algo fundamental para o bem estar mental.

Mas para que quero esses relacionamentos aí que estão falando?

Como eu, sendo quem sou, poderia sentir o que outra pessoa sente?

Estou muito bem comigo. Estou pleno de mim, e imagino que para fazer algo assim teria que esvaziar um pouco de mim, e neste caso estaria incompleto. E eu me valorizo por inteiro. Estou muito bem assim, obrigado.

Sou muito bom em tudo que faço, tenho uma capacidade intelectual acima da média, e modéstia a parte, tenho uma beleza singular. Todos me falam isso desde que nasci. Sou infinitamente melhor que qualquer pessoa que conheço, e não tenho paciência para conhecer outras pessoas e me relacionar, a menos que seja do meu jeito.

Deve haver alguém como eu por aí, melhor, duvido. De todas formas, desconheço ambos casos.

Tudo que faço sempre é muito bom e perfeito, mas esses medíocres que vivem ao meu redor nunca saberão reconhecer.

Como vou andar nos sapatos destes imprestáveis?

A maioria deles não quer melhorar e chegar ao meu nível, e realmente não é para qualquer um. É muito pedir que me deixem em paz?

Essa sociedade anda bem maluca mesmo, criam conceitos e palavras para justificar o fracasso dos fracos e ainda pede para que eu e meus pares nos rebaixemos ao nível deles. Tô fora!

Mas antes de seguirmos essa conversa quero me apresentar:

-Prazer, ou não, me chamo Narciso!


 Todos os textos aqui publicados são autoria de Eli Antonio Luizaga. 
Direitos autorais são protegidos pela Lei 9.610, de 19 de Fevereiro de 1968.

 

É VIDA QUE CHAMA?




Que a cada dia possamos estar cada vez mais perto do que realmente interessa: 

Mais pertinho da familia, dos amigos, do trabalho, do parque, das conquistas, da saúde... mas principalmente mais perto de DEUS!

Isso pra mim é qualidade de vida, e para você?





Todos os textos aqui publicados são autoria de Eli Antonio Luizaga.
Direitos autorais são protegidos pela Lei 9.610, de 19 de Fevereiro de 1968.

DONAS DA VERDADE

 



Ele chegou bem empolgado tentou falar mas ninguém queria escutar.

Na verdade, todas tinham muito que contar e explicar.

Niguém ouvia.

Ninguém se ouvia.

Para qualquer evento todas tinham uma explicação plausível, para tudo havia um ponto de vista a ser exposto.

Todas tinham sua opinião formada e queriam compartilhar, se fazer entender.

E tudo virava uma discussão infinita, sobre um assunto qualquer.

Havia inclusive aquelas que estavam munidas da razão e da verdade em suas própias mãos.

De um lado todas estavam certas, e de outro todas estavam erradas.

Não havia ninguém para conversar.

Não havia ninguém que queria refletir.

Só ele!

Mas seus ouvidos doíam.

O grito delas o ensurdecia e irritava.

Tantos pareceres que pareciam a mesma coisa.

Tantas opiniões baseadas em nada.

Pareciam papagaios cantando ao mesmo tempo. Uma autêntica cacofônia!

Será que alguém sabe mesmo sobre o que está falando?

Ganha quem gritar mais?

Se chegará a algum lugar com tanto barulho?

Percebeu que não tinha tanta coisa assim pra falar como achava.

Podia rever seu discurso e falar menos; quando falasse!

E não precisava ser alí, haveria um espaço e um momento certo para o que tinha que compartilhar.

As palavras, as suas palavras, eram valiosas como pérolas para serem jogadas de qualquer maneira.

Enquanto elas gritavam e davam suas “preciosas” opiniões, ele organizava pensamentos.

Já não estava tão irritado, visualizou outros cenários dos quais poderia estar.

Ficou feliz!

Entendia mais das coisas do que um dia imaginou!

Aliviado e com um belo sorriso saiu dalí e seguiu seu caminho.

Pelo caminho se perguntou como aprenderiam alguma coisa se não podiam escutar.

Ele guardou suas palavras, decidiu aprender a escrever.

Em um mundo de arapongas os periquitos que lutem!

 

Todos os textos aqui publicados são autoria de Eli Antonio Luizaga.
Direitos autorais são protegidos pela Lei 9.610, de 19 de Fevereiro de 1968.


01 agosto 2023

ERA UMA VEZ

 


Era uma vez um gato.

Um gato que não queria ser gato,

um gato que sonhava em ser cachorro.

Dizia para si mesmo:

- Um cachorro sim tem uma boa vida! Um cachorro sim é bem cuidado, come melhor que eu e tem uma vida digna.

Então veio a fada das histórias e transformou o gato em cachorro.

Foi feliz por uns momentos, mas depois...


Era uma vez um cachorro.

Um cachorro que não queria mais ser cachorro,

um cachorro que sonhava em ser humano.

Dizia para si mesmo:

- Um humano sim tem uma boa vida! Um humano sim é bem cuidado, come melhor que eu e tem uma vida digna.

Então veio a fada das histórias e transformou o cachorro em humano.

Foi feliz por uns momentos, mas depois...


Todos os textos aqui publicados são autoria de Eli Antonio Luizaga.
Direitos autorais são protegidos pela Lei 9.610, de 19 de Fevereiro de 1968.

UM DIA FRIO



Existem dias mais lentos, dias em que o ar se move devagar, quase parando. Executar coisas requer um aporte maior de energia. E mesmo que todo esforço é recompensado, nestes dias, não há esforço suficiente para que possa colocar em marcha seja lá o que for. 

Em dias assim a cama fica mais quentinha e macia, Djavan e seu dia gris toca em todas as playlist. São dias perfeitos para ler e para escrever, mas isso supõe "parar a vida", como se escutar uma boa música, ler um bom livro e escrever uma boa história não fizesse parte da vida. 

Mas enfim, levanta a cabeça criatura, ou melhor, levanta esse corpinho, que a casa não se limpa sozinha, os compromissos do dia, as consultas, o mercado, tuuuudo isso precisa de você. E você também precisa de você, e do livro e do caderno e de Djavan... Mas isso... quem sabe à noite!


Todos os textos aqui publicados são autoria de Eli Antonio Luizaga.
Direitos autorais são protegidos pela Lei 9.610, de 19 de Fevereiro de 1968.

19 dezembro 2022

ALLAGI



                                                                            Formas.

Lugares.

Maneiras de Viver.

Mudar.

Rever o Caminho.

Entender o momento.

Mas não abrir mão 

de mim.

ALLAGI do grego (ΑΛΛΑΓΗ) , significa mudança.




Todos os textos aqui publicados são autoria de Eli Antonio Luizaga.
Direitos autorais são protegidos pela Lei 9.610, de 19 de Fevereiro de 1968.


                                                                     

08 junho 2022

TUDO DEPENDE DO PONTO DE VISTA NÉ?

     



    Um pequeno Hobbit havia se perdido na floresta. Cansado e com fome, foi pedir ajuda aos pequenos animais que se encontravam por ali. Nenhum deles pode lhe ajudar, todos, assim como ele, estavam perdidos, com fome e alguns deles em grandes apuros.

     Encontrou uma árvore, e ali ficou quietinho, chorando.

    Foi quando uma sábia ave, que lhe viu por ali, o desafiou a subir até o galho onde ela estava.

    O Hobbit olhou para seus desajeitados pés e mãos e disse para si mesmo: 

    - Essa ave está louca! Achar que eu posso subir até lá sem saber voar, e ademais, em que vai resolver meu problema eu subir até lá?

    Voltou para debaixo da árvores e ali continuou, quietinho, chorando.

    Depois de umas horas, um agitado coelho por ali passou  e sabendo da proposta que a ave lhe havia feito, lhe desafiou:

    - Porque não tentas, Hobbit? Perdido já estás! Não tens nada a perder!

    Vendo que se nada fizesse, morreria debaixo daquela árvore, chegou a conclusão que tentaria, melhor morrer tentando que ali chorando.

    A subida foi muito difícil, desafiadora, levou muito tempo, quase desistiu, e depois de várias tentativas, cortes e dores; lá chegou, e pode vislumbrar a floresta toda e a poucos metros a saída para seu povoado.

    Não sabia ainda como chegaria lá, mas já havia encontrado a saída e sabia para onde teria que ir.

    E se voltasse a se perder, seria só subir na primeira árvore que encontrasse e já conseguiria recalcular sua rota.



Todos os textos aqui publicados são autoria de Eli Antonio Luizaga.
Direitos autorais são protegidos pela Lei 9.610, de 19 de Fevereiro de 1968.

O SILÊNCIO FALA

As vezes não há o que responder. Em outros momentos, até daria, mas a resposta poderia matar. Em algumas ocasiões vale a pena só observar co...